Airbus entrega 67 aeronaves em julho e mantém meta anual de 870
A Airbus entregou 67 aeronaves comerciais em julho de 2026, mantendo o mesmo volume registrado no mesmo mês do ano anterior, mas abaixo das 89 entregas realizadas em junho. Com isso, a fabricante europeia alcançou 418 aviões entregues desde o início do ano, resultado superior às 373 aeronaves contabilizadas no mesmo período de 2025. Apesar do ritmo mais fraco em julho, a empresa reafirmou a meta de entregar cerca de 870 aeronaves em 2026. Para atingir esse objetivo, precisará realizar aproximadamente 452 entregas nos cinco meses restantes, o equivalente a uma média próxima de 90 aviões por mês. Internamente, a companhia também trabalha com a possibilidade de chegar a 900 unidades, segundo seu presidente-executivo, Guillaume Faury.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 9 de agosto de 2026 às 23:26 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Airbus FAL Toulouse - Jean-Luc Lagardere (A320/A350) · 43.6294, 1.3638

A Airbus entregou 67 aeronaves comerciais em julho de 2026, mantendo o mesmo volume registrado no mesmo mês do ano anterior, mas abaixo das 89 entregas realizadas em junho. Com isso, a fabricante europeia alcançou 418 aviões entregues desde o início do ano, resultado superior às 373 aeronaves contabilizadas no mesmo período de 2025. Apesar do ritmo mais fraco em julho, a empresa reafirmou a meta de entregar cerca de 870 aeronaves em 2026. Para atingir esse objetivo, precisará realizar aproximadamente 452 entregas nos cinco meses restantes, o equivalente a uma média próxima de 90 aviões por mês. Internamente, a companhia também trabalha com a possibilidade de chegar a 900 unidades, segundo seu presidente-executivo, Guillaume Faury.
As entregas de julho foram distribuídas entre 39 clientes e incluíram 37 aeronaves A321neo, 18 A320neo, seis A220-300, quatro A350-900 e dois A350-1000. Não houve entrega de aeronaves A330neo no mês. A composição reforça o peso da família A320neo no volume mensal da fabricante, embora os modelos de fuselagem larga também tenham contribuído para o resultado. O total de julho representou uma redução de 22 aeronaves em relação ao mês anterior, quando a Airbus havia entregue 89 unidades. Ainda assim, o acumulado anual permanece acima do registrado em 2025, indicando que a empresa começou 2026 em posição melhor do que no ano anterior, mesmo com a desaceleração observada no período mais recente.
A principal dificuldade continua relacionada à cadeia de suprimentos, especialmente à disponibilidade de motores e de componentes fornecidos pela Pratt & Whitney. Atrasos na chegada de peças e no acesso aos motores têm deixado aeronaves aguardando a instalação final antes de serem entregues aos clientes. A Airbus também enfrenta limitações associadas ao fornecimento de matérias-primas e de itens de hardware, além de questões de qualidade envolvendo painéis da fuselagem dianteira produzidos por fornecedores específicos. O conjunto desses fatores tem criado um gargalo persistente entre a conclusão das aeronaves e a entrega efetiva. A empresa, contudo, manteve uma postura confiante em relação ao cumprimento da meta anual e afirmou que pretende elevar a produção e as entregas nos meses finais de 2026.
Em julho, a Airbus registrou ainda 204 pedidos brutos de aeronaves. O resultado ocorreu após o Farnborough Airshow, no Reino Unido, que apresentou volume de encomendas inferior às expectativas mencionadas no material. Entre os negócios destacados estão o compromisso da SMBC Aviation Capital com 100 aeronaves da família A320neo, sendo 65 A321neo e 35 A320neo, além de seis A350-1000 adicionais para a Riyadh Air. A Philippine Airlines também apareceu entre os compradores, com planos para adquirir aeronaves A350-1000. Outros acordos envolveram a Flynas, a Bermudair, a China Eastern, a Hainan Airlines e a companhia tadjique Shohin Airlines. A carteira comercial da Airbus chegou a 26.534 pedidos acumulados, segundo o balanço complementar.
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