Anac relaciona preço das passagens ao baixo poder de compra
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, afirmou que o principal obstáculo para que mais brasileiros viajem de avião não está necessariamente apenas no preço cobrado pelas companhias aéreas. Segundo a avaliação apresentada, o baixo poder de compra da população é um fator central para explicar a dificuldade de acesso ao transporte aéreo. A declaração ocorre em um cenário de tarifas médias elevadas no mercado doméstico, embora existam bilhetes vendidos por valores inferiores. A discussão, portanto, envolve tanto o custo das viagens quanto a capacidade financeira dos passageiros para arcar com esse tipo de despesa.
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- Fonte
- Aeroflap
- Data
- 12 de agosto de 2026 às 02:23 UTC
- Categoria
- Regulacao (REG)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Brasil · -14.2350, -51.9253
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O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, afirmou que o principal obstáculo para que mais brasileiros viajem de avião não está necessariamente apenas no preço cobrado pelas companhias aéreas. Segundo a avaliação apresentada, o baixo poder de compra da população é um fator central para explicar a dificuldade de acesso ao transporte aéreo. A declaração ocorre em um cenário de tarifas médias elevadas no mercado doméstico, embora existam bilhetes vendidos por valores inferiores. A discussão, portanto, envolve tanto o custo das viagens quanto a capacidade financeira dos passageiros para arcar com esse tipo de despesa.
Dados citados pela Anac indicam que o preço médio das passagens aéreas nacionais entre janeiro e março deste ano foi de R$ 592,95. Esse resultado representou o maior valor registrado para um primeiro trimestre em mais de uma década, inclusive acima do patamar observado em 2010 após a correção pela inflação. A média trimestral, contudo, não significa que todos os bilhetes tenham sido comercializados pelo mesmo preço. Ela reúne tarifas diferentes, aplicadas conforme a rota, o período da viagem, a antecedência da compra e as condições específicas de cada passagem.
Em fevereiro, 30% dos bilhetes vendidos no país custaram menos de R$ 300, conforme os dados mencionados. Ainda assim, a média geral daquele mês chegou a R$ 576,19. A diferença entre a parcela de passagens mais baratas e o valor médio mostra que a existência de ofertas abaixo desse limite não determina o preço pago pela maioria dos viajantes. Também evidencia que as tarifas podem variar significativamente dentro do mesmo mercado, dependendo das circunstâncias da compra e da composição das vendas realizadas no período.
Especialistas apontaram uma combinação de fatores para a elevação dos preços observada nos últimos anos. Entre eles estão os efeitos da pandemia de covid-19, a valorização do dólar e o aumento do custo do combustível utilizado pelas aeronaves. Esses elementos podem pressionar despesas relacionadas à operação das empresas e influenciar a formação das tarifas. A análise apresentada não atribui a alta a uma única causa, mas relaciona o comportamento dos preços a um conjunto de condições econômicas e setoriais que afetam o transporte aéreo nacional.
A composição do valor final da viagem também passou a incluir cobranças adicionais que ganharam relevância para os passageiros. A cobrança pelo despacho de bagagem, adotada desde 2017, foi mencionada como um dos custos extras que podem pesar na despesa total. Assim, o preço anunciado para o bilhete não é necessariamente o único gasto associado ao deslocamento, especialmente quando o viajante precisa contratar serviços complementares. Esse aspecto amplia a diferença entre a tarifa básica e o desembolso efetivo de determinados passageiros.
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