Boeing entrega 53 aviões em julho, 10% acima de 2025
A Boeing entregou 53 aeronaves comerciais em julho de 2026, uma queda de 17% em relação às 64 unidades repassadas em junho, mas um avanço de aproximadamente 10% na comparação anual. O resultado elevou para 367 o total entregue pela fabricante nos sete primeiros meses do ano, contra 328 no mesmo período de 2025, crescimento próximo de 12%. Apesar da melhora, a Boeing permaneceu atrás da Airbus, que entregou 67 aeronaves em julho e alcançou 418 unidades no acumulado do ano. A redução mensal da Boeing foi concentrada principalmente nos aviões de fuselagem larga, depois de um junho excepcionalmente forte nesse segmento.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 12 de agosto de 2026 às 02:25 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Boeing North Charleston (787 Dreamliner) · 32.8546, -79.9748

A Boeing entregou 53 aeronaves comerciais em julho de 2026, uma queda de 17% em relação às 64 unidades repassadas em junho, mas um avanço de aproximadamente 10% na comparação anual. O resultado elevou para 367 o total entregue pela fabricante nos sete primeiros meses do ano, contra 328 no mesmo período de 2025, crescimento próximo de 12%. Apesar da melhora, a Boeing permaneceu atrás da Airbus, que entregou 67 aeronaves em julho e alcançou 418 unidades no acumulado do ano. A redução mensal da Boeing foi concentrada principalmente nos aviões de fuselagem larga, depois de um junho excepcionalmente forte nesse segmento.
O 737 MAX continuou sendo o principal produto da Boeing em volume de entregas. Foram 39 aeronaves da família em julho, sendo 32 unidades do 737 MAX 8 e sete do 737 MAX 9. Dez desses aviões foram destinados à United Airlines. O desempenho do programa superou o de julho de 2025, quando haviam sido entregues 37 unidades, embora tenha ficado abaixo das 43 aeronaves repassadas em junho de 2026. A família MAX respondeu por quase três quartos das entregas do mês, reforçando o peso dos aviões de corredor único na recuperação operacional da fabricante.
Nos aviões de fuselagem larga, a Boeing entregou dez 787 Dreamliners, incluindo nove 787-9 e um 787-10. Também foram repassados três 767 e um cargueiro 777F, totalizando 14 aeronaves de fuselagem larga em julho, ante 21 em junho. O mês anterior havia sido impulsionado por 13 entregas do 787, entre elas cinco 787-9 destinados à Riyadh Air, enquanto julho apresentou um volume mais moderado. Mesmo com essa oscilação, os resultados anuais dos principais programas foram superiores aos de 2025: as entregas acumuladas incluíam 279 MAX e 50 Dreamliners até o fim de julho.
O aumento nas entregas ocorre em meio à retomada gradual da produção do 737 MAX. A fabricante informou, no fim de maio, ter cumprido os requisitos para elevar o ritmo do modelo de 42 para 47 aeronaves por mês. A transição ainda exige alguns meses de estabilização, segundo a declaração atribuída ao presidente-executivo Kelly Ortberg, mas a expectativa é de continuidade na elevação do ritmo. A Boeing também planeja chegar a 52 unidades mensais no início de 2027. Uma quarta linha de montagem final do MAX começou a operar em Everett, embora sua contribuição para o aumento da produção esteja prevista somente para o próximo ano.
A produção do 787, por sua vez, estaria estabilizada em aproximadamente oito aeronaves mensais, com objetivo de alcançar dez ainda em 2026. A evolução das entregas também teve reflexos financeiros: o desempenho mais forte do segundo trimestre teria contribuído para um fluxo de caixa livre positivo de US$ 631 milhões, o primeiro resultado trimestral positivo nessa métrica desde 2023. Ainda assim, a Boeing enfrentou uma diferença relevante em pedidos. A empresa registrou 38 encomendas brutas em julho e 483 no acumulado do ano, enquanto a Airbus contabilizou 204 no mês e 1.090 desde janeiro. O pedido de 100 737 MAX da SMBC Aviation Capital não entrou na cifra de julho porque já havia sido registrado em junho como encomenda de cliente não identificado.
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