E-Jets da Embraer combinam assentos mais largos e ausência de lugar do meio
A família Embraer E-Jet se diferencia no mercado de aviação regional por usar uma configuração de cabine 2-2, sem assento central, e por oferecer poltronas econômicas com 18,25 polegadas (46,4 centímetros) de largura. O material compara essa medida com a de aeronaves maiores e afirma que alguns jatos de fuselagem larga configurados para alta densidade têm assentos mais estreitos. A proposta da Embraer parte de uma arquitetura voltada à distribuição do espaço individual, em vez de priorizar apenas o maior número possível de passageiros por fileira. Na prática, metade dos passageiros pode ocupar uma janela e a outra metade, um assento no corredor, sem a necessidade de acomodar viajantes entre duas pessoas desconhecidas.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 10 de agosto de 2026 às 11:46 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Materia

A família Embraer E-Jet se diferencia no mercado de aviação regional por usar uma configuração de cabine 2-2, sem assento central, e por oferecer poltronas econômicas com 18,25 polegadas (46,4 centímetros) de largura. O material compara essa medida com a de aeronaves maiores e afirma que alguns jatos de fuselagem larga configurados para alta densidade têm assentos mais estreitos. A proposta da Embraer parte de uma arquitetura voltada à distribuição do espaço individual, em vez de priorizar apenas o maior número possível de passageiros por fileira. Na prática, metade dos passageiros pode ocupar uma janela e a outra metade, um assento no corredor, sem a necessidade de acomodar viajantes entre duas pessoas desconhecidas.
A comparação ganha relevância com a evolução das cabines econômicas de aviões de longo curso. O Boeing 777, por exemplo, passou em muitas operações de uma configuração tradicional de nove assentos por fileira para uma disposição de dez lugares. Segundo o conteúdo, esse arranjo reduziu a largura aproximada das poltronas para 17 polegadas (43,2 centímetros) e também estreitou os corredores. No Boeing 787, a configuração de nove assentos por fileira se tornou predominante, com largura indicada de 17,2 polegadas (43,7 centímetros), abaixo dos 18,25 polegadas atribuídos aos E-Jets. O texto relaciona essas escolhas ao esforço das companhias para elevar a capacidade em rotas intercontinentais, ainda que isso reduza o espaço lateral disponível aos passageiros.
A diferença também é apresentada em relação aos principais aviões de corredor único. A maioria dos Boeing 737 MAX e Airbus A320 teria poltronas de até 18 polegadas (45,7 centímetros), embora o conteúdo ressalte que muitas sejam mais estreitas. A diferença de aproximadamente uma polegada pode parecer pequena, mas é descrita como relevante para o espaço destinado aos ombros e aos quadris. A disposição 2-2 dos E-Jets elimina ainda a necessidade de uma configuração 3-3, comum em aeronaves maiores de corredor único. Com isso, o embarque e o desembarque tendem a ser mais simples, pois não há passageiros precisando passar sobre ocupantes de um assento central para chegar à janela ou ao corredor.
O formato da fuselagem é outro elemento apontado como determinante. Jatos regionais mais antigos, como os da família Bombardier CRJ, utilizam uma seção transversal circular que se estreita de forma acentuada na altura dos ombros. De acordo com o material, a Embraer adotou uma estrutura conhecida como fuselagem de bolha dupla, formada pela combinação de dois círculos de tamanhos diferentes. Essa solução cria um piso mais largo, laterais próximas da vertical e maior aproveitamento do espaço na altura dos ombros. O texto também afirma que a geometria deixa mais espaço livre sob os assentos junto às janelas, facilitando a acomodação de objetos e reduzindo a sensação de confinamento. Esses efeitos dizem respeito à configuração interna e podem variar conforme a instalação escolhida por cada companhia aérea.
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