Expansão da linha do B-21 pode elevar produção em 25%
A Northrop Grumman e a Força Aérea dos Estados Unidos iniciaram, em 29 de setembro, a ampliação da linha de montagem final do bombardeiro B-21 Raider na unidade Plant 42, em Palmdale, na Califórnia. O projeto acrescentará cerca de 1 milhão de pés quadrados, ou 92.903 metros quadrados, à instalação e poderá elevar a capacidade de produção em 25% quando atingir o funcionamento pleno. A iniciativa ocorre enquanto o Pentágono busca acelerar a substituição dos bombardeiros B-2 Spirit e B-1 Lancer, e avalia a possibilidade de encomendar mais aeronaves além da previsão mínima de 100 unidades. A entrada dos primeiros B-21 em operação na Base Aérea de Ellsworth está prevista para 2027.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 24 de outubro de 2026 às 00:14 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Palmdale, Califórnia, Estados Unidos · 34.5794, -118.1229

A Northrop Grumman e a Força Aérea dos Estados Unidos iniciaram, em 29 de setembro, a ampliação da linha de montagem final do bombardeiro B-21 Raider na unidade Plant 42, em Palmdale, na Califórnia. O projeto acrescentará cerca de 1 milhão de pés quadrados, ou 92.903 metros quadrados, à instalação e poderá elevar a capacidade de produção em 25% quando atingir o funcionamento pleno. A iniciativa ocorre enquanto o Pentágono busca acelerar a substituição dos bombardeiros B-2 Spirit e B-1 Lancer, e avalia a possibilidade de encomendar mais aeronaves além da previsão mínima de 100 unidades. A entrada dos primeiros B-21 em operação na Base Aérea de Ellsworth está prevista para 2027.
A expansão não representa apenas um aumento de espaço físico. O programa emprega uma estrutura de engenharia digital na qual a Força Aérea tem acesso simultâneo aos “gêmeos digitais” de cada aeronave em construção. Esses modelos permitem acompanhar o desenvolvimento e a montagem com maior integração entre governo e fabricante. Segundo o material, a abordagem ajudou a reduzir falhas iniciais na linha para cerca de 1%, ante uma faixa estimada de 15% a 20% em programas anteriores. A estratégia também é apresentada como um dos fatores que mantêm o custo do B-21 próximo da meta inicial, em aproximadamente US$ 700 milhões por unidade em valores corrigidos pela inflação, cerca de um terço do custo atribuído ao B-2.
A atual linha de produção em baixa escala já reúne vários aviões em diferentes fases de montagem. O aumento de capacidade é financiado por US$ 4,5 bilhões autorizados pelo Congresso no pacote legislativo de reconciliação de 2025, além de um investimento privado de US$ 2,5 bilhões da Northrop Grumman. A empresa havia registrado uma perda de US$ 1,56 bilhão em 2023, associada à inflação e a dificuldades na cadeia de suprimentos durante a construção das cinco primeiras aeronaves. No início de 2025, assumiu outra perda de US$ 477 milhões para modificar os processos industriais e preparar a transição da produção inicial para um ritmo mais elevado.
O cronograma de testes também influencia a aceleração do programa. A Força Aérea informou que os dois primeiros B-21 concluíram a etapa básica de ensaios em voo em 73 dias, embora o planejamento original previsse 180 dias. Em setembro, a Oitava Força Aérea ativou o Destacamento de Integração do B-21 em Ellsworth para aproximar a fabricação da preparação operacional. Um avião de testes deverá ser transferido para o esquadrão operacional depois que a estrutura da base estiver pronta. A medida permitirá testar instalações, sistemas de energia, procedimentos, treinamento e apoio em solo antes da chegada de uma quantidade maior de aeronaves, reduzindo o risco de os novos bombardeiros aguardarem no pátio por falta de infraestrutura ou pessoal habilitado.
A expansão de Palmdale, contudo, não elimina os limites da cadeia de suprimentos. O programa reúne mais de 400 fornecedores distribuídos por 40 estados, e analistas independentes estimam que o ritmo atual esteja entre sete e oito aviões por ano. Para alcançar uma taxa mencionada de até 12 aeronaves anuais, fornecedores e parceiros de primeiro nível também precisam ampliar suas estruturas. Entre eles estão a BAE Systems, responsável por sistemas de guerra eletrônica; a Collins Aerospace, fornecedora de controles de voo e aviônicos; a Spirit AeroSystems, que produz seções dianteiras da fuselagem; e a Pratt & Whitney, que fornece motores modificados derivados dos propulsores do F-35. A Northrop também abriu uma instalação de 845 mil pés quadrados em Layton, Utah, próxima à Base Aérea de Hill, voltada a logística e atividades de manutenção, reparo e revisão.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Canadá suspende plano de compra de helicópteros UH-60M
O governo federal do Canadá suspendeu o plano de aquisição de 16 helicópteros Sikorsky UH-60M Black Hawk fabricados nos Estados Unidos. As aeronaves seriam destinadas ao apoio das forças canadenses de operações especiais. A decisão ocorreu em meio ao agravamento das tensões comerciais e diplomáticas entre Ottawa e Washington, antes do início de negociações para um novo acordo comercial entre os dois países. A suspensão foi determinada durante o verão canadense e representa uma interrupção relevante em um processo que já havia avançado, embora não tenha sido apresentada como um cancelamento definitivo confirmado publicamente.
DEF · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Portugal autoriza compra de três aeronaves C-390 para a Grécia
Portugal autorizou uma etapa financeira e administrativa para viabilizar a aquisição de três aeronaves militares de transporte Embraer KC-390 Millennium destinadas à Grécia. A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros português, que aprovou compromissos de gasto de quase 590 milhões de euros relacionados à operação. O procedimento não representa o início das entregas, mas avança a estruturação de uma encomenda que já havia sido aprovada pelo governo grego. A compra será conduzida por meio de um acordo entre os governos de Portugal e da Grécia, em uma operação que ainda depende da formalização contratual definitiva.