Força Aérea dos EUA avalia novo caça F-16 após mais de duas décadas
A Força Aérea dos Estados Unidos avalia a possibilidade de comprar caças F-16 recém-fabricados pela primeira vez em mais de duas décadas, enquanto analisa alternativas para ampliar sua capacidade de combate. A proposta em discussão poderia receber a designação F-16G e seria baseada na versão Block 70/72, atualmente produzida pela Lockheed Martin para clientes estrangeiros, mas com recursos adicionais. Até o momento, não há confirmação de uma decisão de compra, e o estudo ainda está em fase inicial, sem requisitos operacionais definidos nem seleção de uma solução específica.
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- Fonte
- Air Data News
- Data
- 17 de setembro de 2026 às 14:17 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Estados Unidos · 39.8283, -98.5795

A Força Aérea dos Estados Unidos avalia a possibilidade de comprar caças F-16 recém-fabricados pela primeira vez em mais de duas décadas, enquanto analisa alternativas para ampliar sua capacidade de combate. A proposta em discussão poderia receber a designação F-16G e seria baseada na versão Block 70/72, atualmente produzida pela Lockheed Martin para clientes estrangeiros, mas com recursos adicionais. Até o momento, não há confirmação de uma decisão de compra, e o estudo ainda está em fase inicial, sem requisitos operacionais definidos nem seleção de uma solução específica.
A análise ocorre durante a elaboração do orçamento fiscal de 2028 e do programa de defesa de cinco anos conhecido como Future Years Defense Program. Nesse processo, a Força Aérea examina diferentes maneiras de recompor ou expandir sua estrutura de caças, incluindo opções para substituir aeronaves mais antigas que se aproximam do fim de sua vida operacional. O material disponível não indica que um programa formal de aquisição tenha sido aprovado. As declarações atribuídas ao serviço ressaltam que ainda estão sendo avaliadas as necessidades de missão, os requisitos técnicos e o conjunto de alternativas possíveis.
A proposta teria sido apresentada pela Lockheed Martin como uma evolução do F-16 Block 70. Essa versão já representa a configuração mais recente do caça em produção, mas o F-16G discutido para os Estados Unidos poderia incorporar equipamentos e modificações adicionais. Entre os recursos mencionados estão tanques de combustível conformais, tanques externos de 600 galões instalados nas asas, um sistema de busca e rastreamento por infravermelho, casulos de designação Sniper e um paraquedas de frenagem. As informações disponíveis tratam esses itens como características associadas ao conceito em avaliação, e não como uma configuração final oficialmente adotada.
A possível retomada da fabricação de F-16 para a própria Força Aérea americana ocorreria depois de um longo período em que o serviço concentrou esforços na modernização e na extensão da vida útil dos aviões já existentes. O debate também está relacionado ao envelhecimento de parte das unidades de caça, que poderá criar lacunas de capacidade à medida que aeronaves atuais forem retiradas de serviço. Nesse contexto, um novo F-16 poderia ser considerado para preencher algumas dessas unidades, embora ainda não esteja definido quais missões seriam atendidas, quantos aviões poderiam ser necessários ou como a alternativa se relacionaria com outras plataformas disponíveis.
Relatos complementares indicam que a aquisição de novos F-16 vem sendo analisada como uma possível opção de menor custo para determinados déficits de capacidade, em comparação com a compra do F-35. Essa caracterização, porém, não significa que a Força Aérea tenha escolhido o F-16G ou estabelecido uma substituição direta entre os dois modelos. O serviço ainda precisa comparar custos, desempenho, requisitos de missão, cronograma e integração com sua frota antes de avançar para qualquer decisão orçamentária ou contratual.
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