Marinha dos EUA controla MQ-25A a mais de 3.380 km
A Marinha dos Estados Unidos realizou um teste de controle remoto do avião não tripulado MQ-25A Stingray a partir do porta-aviões USS Ronald Reagan, enquanto a aeronave permanecia em uma instalação da Boeing em Mascoutah, no estado de Illinois. A distância entre o navio, em navegação no Pacífico, e o jato era superior a 2.100 milhas, aproximadamente 3.380 quilômetros. O ensaio demonstrou a possibilidade de operadores embarcados comandarem o MQ-25A em uma localidade distante, sem depender de uma ligação de rádio direta entre o porta-aviões e a aeronave. A atividade fez parte de uma Preliminary Sea Trial e esteve concentrada na validação de procedimentos, redes e interfaces para o emprego do sistema em operações embarcadas.
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- Fonte
- Air Data News
- Data
- 21 de outubro de 2026 às 02:22 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Boeing Everett Factory (767/777/777X) · 47.9253, -122.2010

A Marinha dos Estados Unidos realizou um teste de controle remoto do avião não tripulado MQ-25A Stingray a partir do porta-aviões USS Ronald Reagan, enquanto a aeronave permanecia em uma instalação da Boeing em Mascoutah, no estado de Illinois. A distância entre o navio, em navegação no Pacífico, e o jato era superior a 2.100 milhas, aproximadamente 3.380 quilômetros. O ensaio demonstrou a possibilidade de operadores embarcados comandarem o MQ-25A em uma localidade distante, sem depender de uma ligação de rádio direta entre o porta-aviões e a aeronave. A atividade fez parte de uma Preliminary Sea Trial e esteve concentrada na validação de procedimentos, redes e interfaces para o emprego do sistema em operações embarcadas.
O controle foi realizado no Unmanned Air Warfare Center, estrutura instalada a bordo do USS Ronald Reagan, utilizando a estação MD-5C Ground Control Station. Por meio desse equipamento, os operadores do navio estabeleceram comunicação com o MQ-25A localizado em Illinois. A ligação ocorreu além da linha de visada, condição em que os sistemas não dependem apenas de uma conexão direta entre antenas em alcance visual ou de rádio convencional. O teste, portanto, avaliou a capacidade de integrar os recursos de comando do porta-aviões a uma aeronave que não estava fisicamente próxima da embarcação durante a demonstração.
Para superar a distância, a Marinha empregou uma rede proliferada de satélites de órbita baixa, identificada pela sigla pLEO. Esse tipo de arquitetura forneceu o caminho de comunicação entre a estação de controle no navio e o avião não tripulado em solo. O material disponível descreve a utilização da rede como uma forma de permitir comando e controle além do alcance normal de rádio. A demonstração examinou, assim, não apenas o funcionamento da estação MD-5C, mas também a interação entre o centro de controle embarcado, a infraestrutura de satélites e os sistemas instalados no MQ-25A.
A conexão entre o carrier control station do USS Ronald Reagan e o MQ-25A foi apresentada como a primeira desse tipo para o programa, segundo a cobertura especializada. A realização do teste com o porta-aviões no Pacífico e a aeronave em Illinois permitiu verificar os elementos necessários para que o controle remoto fosse conduzido a partir de uma unidade naval em operação. O objetivo principal não foi demonstrar o desempenho completo de uma missão aérea, mas avaliar se procedimentos, redes e interfaces poderiam funcionar de maneira integrada em um cenário associado à aviação embarcada.
O MQ-25A Stingray é tratado no material como parte do programa de aviação não tripulada embarcada da Marinha dos EUA. A demonstração representa uma etapa de integração do sistema às operações de porta-aviões, especialmente no que se refere à capacidade de comando a distância e ao uso de recursos de comunicação por satélite. O ensaio também indicou que os pilotos de veículos aéreos podem operar a aeronave sem a necessidade de manter um enlace de rádio direto com o navio. Essa característica foi verificada em uma situação de separação geográfica entre o centro de controle e o avião.
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