Novos motores Rolls-Royce ampliam eficiência do B-52 até 2050
O Boeing B-52 Stratofortress, que voou pela primeira vez em 1952, será submetido a uma ampla modernização para permanecer em serviço por pelo menos até 2050. O programa prevê a substituição dos motores Pratt & Whitney TF33 pelos turbofans F130, da Rolls-Royce, além da adoção de novos sistemas de missão. A aeronave atualizada será designada B-52J e deverá combinar menor consumo de combustível, redução das necessidades de manutenção e maior flexibilidade operacional. Como os últimos exemplares foram produzidos em 1962, algumas células poderão alcançar entre 90 e 100 anos de serviço ativo, caso as previsões sejam mantidas.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 5 de outubro de 2026 às 13:45 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Nota

O Boeing B-52 Stratofortress, que voou pela primeira vez em 1952, será submetido a uma ampla modernização para permanecer em serviço por pelo menos até 2050. O programa prevê a substituição dos motores Pratt & Whitney TF33 pelos turbofans F130, da Rolls-Royce, além da adoção de novos sistemas de missão. A aeronave atualizada será designada B-52J e deverá combinar menor consumo de combustível, redução das necessidades de manutenção e maior flexibilidade operacional. Como os últimos exemplares foram produzidos em 1962, algumas células poderão alcançar entre 90 e 100 anos de serviço ativo, caso as previsões sejam mantidas.
O principal componente da modernização é o Commercial Engine Replacement Program, conhecido pela sigla CERP. O F130 utiliza uma arquitetura de alto índice de derivação, com um fan dianteiro maior e capacidade de movimentar mais ar. Embora a potência de empuxo prevista permaneça em 17 mil libras por motor, o consumo estimado cai de 3.200 para 2.225 libras por hora. A diferença representa uma economia aproximada de 975 libras por hora em cada unidade e uma redução de cerca de 30% no consumo total, segundo as estimativas citadas no material. Os novos motores também terão controle digital FADEC, pesarão menos e serão mais curtos que os TF33.
A economia de combustível poderá ampliar o alcance sem reabastecimento e reduzir a dependência dos aviões-tanque KC-135 e KC-46 em determinados cenários. O material também indica que o B-52J poderá permanecer mais tempo em uma área de operações antes de precisar reabastecer. Outro efeito esperado é a eliminação da fumaça escura associada aos TF33. Além da redução das emissões, essa mudança poderá diminuir a assinatura visual do bombardeiro, embora o material não apresente uma avaliação operacional independente sobre esse efeito. A modernização dos motores está relacionada ao conceito Agile Combat Employment, que prevê o uso de bases remotas, avançadas ou com infraestrutura limitada.
Nesse contexto, os F130 deverão facilitar partidas e reinícios em pistas austeras por utilizarem motores de partida elétricos, em vez de dependerem de grandes carrinhos pneumáticos ou cartuchos explosivos. A Rolls-Royce também projeta que os motores permaneçam instalados na asa durante seu ciclo de vida, estimado em mais de 30 anos, sem uma revisão programada de meia-vida em instalações centrais. A arquitetura derivada do motor comercial BR725 pode permitir o uso de uma cadeia global de fornecimento já estabelecida. O material afirma ainda que dados digitais dos motores poderão ser enviados por redes seguras de satélite às equipes de manutenção antes da chegada da aeronave a um campo avançado.
A conversão envolve os 76 B-52H considerados remanescentes e será realizada de forma escalonada para preservar a disponibilidade da força. O custo total estimado da modernização completa fica entre US$ 11 bilhões e US$ 12 bilhões. A Boeing atua como integradora principal, enquanto a Rolls-Royce recebeu um contrato inicial de US$ 2,6 bilhões para mais de 600 motores, incluindo unidades sobressalentes. A substituição exige novos casulos e pilones, pois os F130 são mais largos e alteram o fluxo de ar e o centro de gravidade. O material informa que protótipos fortemente modificados devem iniciar testes de voo na Base Aérea de Edwards entre 2028 e 2030, com capacidade operacional inicial prevista para 2033. A integração ocorre em diferentes estados americanos, com fabricação de motores em Indianápolis, novos componentes em Wichita, montagem estrutural em San Antonio e ensaios finais na Califórnia.
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