Patrocínio de reality de secretário dos EUA gera questionamentos éticos
Boeing e United Airlines estão entre as empresas que teriam financiado, com valores de até US$ 1 milhão, um reality show protagonizado por Sean Duffy, secretário de Transportes dos Estados Unidos. A série, chamada “The Great American Road Trip”, acompanha Duffy e sua família em uma viagem pelo país e foi apresentada como uma iniciativa relacionada às comemorações do 250º aniversário dos Estados Unidos. A produção foi organizada pela Great American Road Trip, Inc., entidade descrita como sem fins lucrativos, e posteriormente aceita pelo Departamento de Transportes como doação. O caso provocou questionamentos porque parte dos patrocinadores mantém contratos, negócios ou relações regulatórias com a pasta comandada por Duffy.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 27 de agosto de 2026 às 11:44 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Materia

Boeing e United Airlines estão entre as empresas que teriam financiado, com valores de até US$ 1 milhão, um reality show protagonizado por Sean Duffy, secretário de Transportes dos Estados Unidos. A série, chamada “The Great American Road Trip”, acompanha Duffy e sua família em uma viagem pelo país e foi apresentada como uma iniciativa relacionada às comemorações do 250º aniversário dos Estados Unidos. A produção foi organizada pela Great American Road Trip, Inc., entidade descrita como sem fins lucrativos, e posteriormente aceita pelo Departamento de Transportes como doação. O caso provocou questionamentos porque parte dos patrocinadores mantém contratos, negócios ou relações regulatórias com a pasta comandada por Duffy.
De acordo com as informações reunidas, Boeing e Toyota teriam participado da produção na categoria mais alta de patrocínio, com contribuições de aproximadamente US$ 1 milhão cada. A United Airlines, apontada como a principal parceira do setor aéreo, também teria destinado cerca de US$ 1 milhão ao projeto. Outras empresas aparecem associadas à iniciativa, incluindo Shell, Royal Caribbean, Lyft, Enterprise, Google, Chase Travel, Comcast NBCUniversal e entidades ligadas ao turismo e ao transporte. Os relatos mencionam diferentes faixas de apoio, de US$ 100 mil a US$ 1 milhão, além de valores superiores que teriam sido cogitados ou atribuídos a outros patrocinadores, mas nem todas as contribuições foram confirmadas individualmente.
Um aviso exibido no início dos episódios afirma que os custos foram pagos pela Great American Road Trip, Inc. e recebidos pelo Departamento de Transportes como presente. A pasta declarou que Duffy e seus familiares não receberam remuneração financeira, royalties ou pagamento direto, e que não foram utilizados recursos dos contribuintes para produzir o programa. Segundo os relatos, as despesas cobertas pela organização incluíram itens como combustível, aluguel de veículos, hospedagem e atividades realizadas durante a viagem. Ainda assim, a participação de empresas sujeitas à supervisão ou à influência do departamento alimentou dúvidas sobre a compatibilidade da iniciativa com as regras de ética pública.
A gravação começou em outubro de 2025 e se estendeu por sete meses, período em que Duffy já ocupava um cargo no gabinete do governo de Donald Trump. Rachel Camos Duffy, mulher do secretário, afirmou que a ideia surgiu depois de Trump incentivar integrantes de seu gabinete a realizar algo especial para as comemorações do aniversário de 250 anos do país. A série foi lançada no YouTube em 19 de agosto, e integrantes do Departamento de Transportes disseram que o material precisou passar por edição adicional para atender às normas de ética governamental. A iniciativa também foi associada a questionamentos sobre o uso do cargo público para ampliar a exposição da família e apoiar uma estrutura política ligada ao genro de Duffy, candidato a uma vaga no Congresso.
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