Recife lidera ranking de acesso urbano entre aeroportos brasileiros
O aeroporto internacional do Recife foi apontado como o terminal brasileiro com melhor acesso ao transporte urbano em um estudo da Mozio sobre a mobilidade terrestre após o desembarque. A análise considerou aeroportos localizados nas capitais e levou em conta quatro critérios: tempo e distância até a região central, variedade de meios de transporte, custo médio do deslocamento e integração com a rede urbana. No extremo oposto, o aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins, apresentou o pior desempenho entre os terminais avaliados. O levantamento procurou medir a facilidade de completar a viagem entre o aeroporto e o destino final, considerando tempo, preço e previsibilidade do trajeto.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 13 de agosto de 2026 às 02:42 UTC
- Categoria
- Aeroportos e Hubs (HUB)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Aeroporto Internacional do Recife (Guararapes - Gilberto Freyre) · -8.1264, -34.9236

O aeroporto internacional do Recife foi apontado como o terminal brasileiro com melhor acesso ao transporte urbano em um estudo da Mozio sobre a mobilidade terrestre após o desembarque. A análise considerou aeroportos localizados nas capitais e levou em conta quatro critérios: tempo e distância até a região central, variedade de meios de transporte, custo médio do deslocamento e integração com a rede urbana. No extremo oposto, o aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins, apresentou o pior desempenho entre os terminais avaliados. O levantamento procurou medir a facilidade de completar a viagem entre o aeroporto e o destino final, considerando tempo, preço e previsibilidade do trajeto.
Recife ficou em primeiro lugar por estar a cerca de 11 quilômetros do Centro e oferecer conexão direta e coberta com o metrô. O terminal também dispõe de BRT, ônibus municipais, táxis, aplicativos de transporte e transfers, ampliando as alternativas para os passageiros. A tarifa indicada para o metrô varia de R$ 5 a R$ 6, enquanto as corridas por aplicativos foram estimadas entre R$ 35 e R$ 50. A integração ferroviária direta foi considerada o principal diferencial do aeroporto pernambucano. Entre as limitações identificadas estão os intervalos maiores do metrô fora dos horários de pico e a sinalização limitada em inglês para turistas estrangeiros.
O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, ocupou a segunda posição, com distância aproximada de 10 quilômetros da região central. O terminal tem ligação com a estação Aeroporto da Trensurb por meio do Aeromóvel, mas o sistema está fora de operação desde as enchentes de 2024. A recuperação foi incluída no Novo PAC, com investimento previsto de R$ 38,7 milhões, e as obras têm duração estimada entre oito e 12 meses após a assinatura da ordem de serviço. No momento da análise, porém, não havia data confirmada para a retomada. Sem o Aeromóvel, os passageiros precisam recorrer a ônibus, táxis ou aplicativos para chegar à estação ferroviária ou seguir diretamente a outros pontos da cidade.
Fortaleza apareceu em terceiro lugar, favorecida pela distância de aproximadamente oito quilômetros do Centro. O aeroporto oferece ônibus municipais, táxis, aplicativos e transfers; a tarifa de ônibus foi estimada em cerca de R$ 4,50, e as viagens por aplicativos, entre R$ 25 e R$ 40. A falta de conexão ferroviária e a possibilidade de congestionamentos nos períodos de maior movimento foram apontadas como desvantagens. Rio Branco ficou na quarta posição, também com cerca de oito quilômetros até a região central. O terminal conta com ônibus municipais, táxis e aplicativos, com tarifa de ônibus próxima de R$ 5 e corridas estimadas entre R$ 30 e R$ 45. A proximidade reduz o tempo de viagem, mas a menor quantidade de alternativas restringe a integração urbana.
O Santos Dumont recebeu menção honrosa, mas não entrou no ranking por atender principalmente voos domésticos. Localizado a aproximadamente dois quilômetros do Centro do Rio de Janeiro, o aeroporto tem acesso ao VLT nas proximidades da área de desembarque, permitindo alcançar diferentes regiões por transporte público. Entre os terminais com maior dificuldade de acesso, Confins liderou negativamente: fica a cerca de 40 quilômetros do Centro de Belo Horizonte, a maior distância registrada, e não possui ligação ferroviária. As opções incluem ônibus executivos, táxis, aplicativos e transfers. O ônibus custa aproximadamente de R$ 18 a R$ 35, enquanto as corridas por aplicativos podem variar de R$ 90 a R$ 140.
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