Transição para Operação IFR no Campo de Marte: foco na segurança do espaço aéreo e gestão de OPEA
A implementação do sistema de voo por instrumentos no Aeroporto Campo de Marte garante maior eficiência operacional na navegação aérea na capital paulista. O aeroporto, localizado na área metropolitana de São Paulo, está em processo de transição das operações sob Regras de Voo Visual (VFR), que dependem de condições meteorológicas favoráveis, para as Regras de Voo por Instrumentos (IFR).
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- Fonte
- DECEA
- Data
- 12 de agosto de 2026 às 18:42 UTC
- Categoria
- Aeroportos e Hubs (HUB)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Campo de Marte Airport · -23.5091, -46.6378

A implementação do sistema de voo por instrumentos no Aeroporto Campo de Marte garante maior eficiência operacional na navegação aérea na capital paulista. O aeroporto, localizado na área metropolitana de São Paulo, está em processo de transição das operações sob Regras de Voo Visual (VFR), que dependem de condições meteorológicas favoráveis, para as Regras de Voo por Instrumentos (IFR). Esta mudança significa que o aeródromo está sendo certificado para operar com total segurança mesmo sob condições meteorológicas adversas, utilizando tecnologia e procedimentos de navegação precisos em substituição à referência visual. O papel do PBZPA na segurança operacional
Com a mudança operacional prevista para entrar em vigor neste segundo semestre, a gestão dos Planos Básicos de Zona de Proteção de Aeródromos (PBZPA) sob o viés IFR torna-se central. A análise mais precisa exigida por este novo plano visa manter a máxima segurança dos voos durante condições meteorológicas adversas.
O documento técnico define limites de altura para novas construções no entorno do aeródromo, garantindo que novos Objetos Projetados no Espaço Aéreo (OPEA) não obstruam as trajetórias das aeronaves. O rigor adicional é necessário para assegurar que, mesmo voando dentro de nuvens, em condições de baixa visibilidade (neblina e chuva), as operações aéreas ocorram sem riscos.
Eficiência nas análises técnicas
Dados estatísticos divulgados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) demonstram que, apesar da ampliação da Zona de Proteção de Aeródromo para um raio de 20 quilômetros ao redor do aeroporto, conforme preconizado em normas da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), a análise criteriosa dos pareceres emitidos pela Subdivisão de Aeródromos do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE) garante a harmonia entre o crescimento urbano e a segurança operacional.
Entre julho e 15 de dezembro de 2025, período em que as solicitações de novos projetos eram analisadas sob Regras de Voo Visual (VFR), foram registrados 6.399 pedidos de autorização para construção. Desses, 4.175 foram aprovados de imediato e 728 (12%) exigiram abertura de processo para avaliação mais aprofundada. Já entre 16 de dezembro de 2025 e 30 de junho de 2026 — período que já considera as operações IFR — o número de pedidos subiu para 8.187. Apesar do volume maior, 4.656 foram aprovados de imediato e 1.081 (13%) viraram processos de análise técnica.
Segundo o Diretor-Geral do DECEA, os números demonstram que, mesmo diante da criação da Zona de Proteção IFR e do aumento dos pedidos para novas construções, a taxa de exigência para a abertura de processos permaneceu praticamente estável. Isso evidencia a atuação técnica e criteriosa do DECEA na análise das demandas, conciliando o desenvolvimento urbano com a segurança e a eficiência das operações aéreas.
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