UltraFan de 90 polegadas desafia domínio de CFM e Pratt & Whitney
A Rolls-Royce aposta no UltraFan 30, conceito de turbofan para aviões de corredor único que pode marcar o retorno da fabricante a um mercado dominado há mais de uma década por CFM International e Pratt & Whitney. O projeto prevê um fan de 90 polegadas, entre 25 mil e 30 mil libras de empuxo e razão de bypass de até 15:1. A empresa estima que a arquitetura possa reduzir o consumo de combustível em 20% diante dos motores atuais, embora esses números ainda sejam metas de desenvolvimento, já que nenhum exemplar funcional do UltraFan 30 foi acionado. A Rolls-Royce calcula que o programa represente um compromisso financeiro próximo de US$ 4 bilhões e busca um parceiro estratégico para dividir os riscos de uma eventual reentrada no segmento.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 5 de outubro de 2026 às 12:46 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Pratt Whitney East Hartford (GTF) · 41.7762, -72.6120

A Rolls-Royce aposta no UltraFan 30, conceito de turbofan para aviões de corredor único que pode marcar o retorno da fabricante a um mercado dominado há mais de uma década por CFM International e Pratt & Whitney. O projeto prevê um fan de 90 polegadas, entre 25 mil e 30 mil libras de empuxo e razão de bypass de até 15:1. A empresa estima que a arquitetura possa reduzir o consumo de combustível em 20% diante dos motores atuais, embora esses números ainda sejam metas de desenvolvimento, já que nenhum exemplar funcional do UltraFan 30 foi acionado. A Rolls-Royce calcula que o programa represente um compromisso financeiro próximo de US$ 4 bilhões e busca um parceiro estratégico para dividir os riscos de uma eventual reentrada no segmento.
O conceito utiliza uma caixa de engrenagens de 20 megawatts entre a turbina motriz e o fan dianteiro. Essa separação permite que as pás de grande diâmetro girem em velocidade mais baixa, com potencial de reduzir o ruído, enquanto o núcleo do motor opera em uma faixa mais eficiente. A configuração derivada do demonstrador UltraFan 80, voltado a aeronaves maiores, também emprega uma entrada de ar curta e aletas de guia com formato curvo. Segundo o material, essas soluções foram projetadas para limitar o arrasto e contribuir para o controle acústico. A avaliação do conceito do UltraFan 30 teria sido concluída em meados de 2026, e uma unidade funcional de testes em solo deverá utilizar um núcleo originado do motor Pearl 10X, destinado a jatos executivos.
A Rolls-Royce pretende realizar uma nova rodada de validações ainda neste ano e conduzir testes em solo do UltraFan 30 em 2028. O objetivo declarado é alcançar uma melhora de 20% no consumo em comparação com os sistemas de propulsão atualmente empregados, o que equivaleria a um avanço de 25% sobre motores Trent clássicos. A empresa, contudo, ainda precisa transformar os resultados de análise e modelagem em desempenho comprovado em hardware real. O momento comercial também é decisivo: a Airbus trabalha em um sucessor do A320neo para aproximadamente 2030, enquanto a Boeing e companhias aéreas como a Ryanair projetam cronogramas mais distantes para seus próximos aviões de corredor único. Adiamentos desses lançamentos poderiam reduzir a vantagem temporal da Rolls-Royce.
O principal concorrente tecnológico é o programa RISE, desenvolvido pela CFM em parceria com a Airbus. A proposta usa um fan aberto, sem o revestimento externo convencional, e promete uma redução de 20% no consumo. A CFM já concluiu avaliações iniciais do núcleo compacto e do módulo de fan não carenado, enquanto a GE Aerospace informa ter acumulado mais de mil horas de testes na turbina de baixa pressão e milhares de ciclos no núcleo. Airbus e CFM planejam testar uma versão inicial do RISE em voo a bordo de um A380, mas executivos da Airbus tratam a solução como a alternativa mais ambiciosa e ainda dependente de comprovação de desempenho e custos de manutenção. O material também menciona estudos de um motor convencional de reserva, caso o fan aberto não avance.
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