WestJet vende 27 Boeing 737-700 e mantém 17 em operação
A WestJet iniciou a retirada gradual de sua frota de 27 Boeing 737-700 Next Generation em uma operação de venda e arrendamento de volta com a FTAI Aviation. Embora os aviões tenham sido vendidos, 17 deles continuarão voando sob as cores da companhia canadense por meio de contratos de leasing. Os dez exemplares que já estavam fora de contrato de arrendamento serão retirados do serviço de passageiros e destinados à desmontagem. A estratégia permite à WestJet obter liquidez e preservar capacidade operacional enquanto enfrenta a postergação da renovação da frota e a demora na chegada de novas aeronaves da família 737 MAX.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 20 de outubro de 2026 às 22:22 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Materia

A WestJet iniciou a retirada gradual de sua frota de 27 Boeing 737-700 Next Generation em uma operação de venda e arrendamento de volta com a FTAI Aviation. Embora os aviões tenham sido vendidos, 17 deles continuarão voando sob as cores da companhia canadense por meio de contratos de leasing. Os dez exemplares que já estavam fora de contrato de arrendamento serão retirados do serviço de passageiros e destinados à desmontagem. A estratégia permite à WestJet obter liquidez e preservar capacidade operacional enquanto enfrenta a postergação da renovação da frota e a demora na chegada de novas aeronaves da família 737 MAX.
A transação foi estruturada em duas frentes. Os dez 737-700 retirados de circulação serão processados pela divisão Aerospace Products, da FTAI, que pretende recuperar os motores CFM56-7B e seus módulos para abastecer estoques destinados a atividades de manutenção, reparo e troca. Já os 17 aviões ainda ativos foram incluídos em um acordo formal de venda e arrendamento de volta administrado pela área Strategic Capital da empresa. Assim, a WestJet deixa de ser proprietária das aeronaves, mas mantém temporariamente seu uso operacional. Pelo material fornecido, o arranjo combina uma saída progressiva dos modelos mais antigos com a preservação de voos enquanto a companhia reorganiza sua frota.
A WestJet afirmou que a operação representa o início oficial da aposentadoria de seus 737-700. Para a FTAI Aviation, o acordo amplia a relação comercial com a companhia e integra suas atividades de financiamento de aeronaves em serviço e de reaproveitamento de aviões que deixam a frota. Um dos exemplares, identificado pelo registro canadense C-GWBF, já teria sido re-registrado nos Estados Unidos como N757FT para ser desmontado e utilizado como fonte de peças. O material também cita a disponibilidade de componentes dos motores CFM56-7B como um dos principais interesses da compradora, em razão da demanda de seus clientes de manutenção.
A decisão ocorre em um cenário descrito como desfavorável para a operação dos modelos mais antigos. A companhia enfrenta uma redução de 25% no tráfego transfronteiriço para os Estados Unidos e também recuou no ritmo de renovação da frota. Os 737-700 consomem mais combustível por assento do que variantes mais modernas, o que aumenta a pressão sobre seus custos quando os preços do combustível estão elevados. Nesse contexto, a venda dos aviões permite liberar capital e reduzir despesas associadas à propriedade de aeronaves menos eficientes, enquanto o arrendamento de parte da frota oferece capacidade provisória. O acordo, portanto, funciona como uma forma de manter flexibilidade durante a transição, embora os aviões continuem sujeitos a custos de combustível e leasing.
A demora na certificação e na entrada em serviço do Boeing 737 MAX 10 é apresentada como outro fator relevante para a manutenção dos 737-700. Segundo o material, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos identificou um problema de software associado ao sistema de gerenciamento de voo U14, capaz de provocar uma arremetida caso a tripulação altere o plano de voo pré-programado durante a fase de pouso. A falha pode desativar inesperadamente a navegação vertical automatizada, mas a avaliação mencionada no conteúdo não a classificou como risco imediato à segurança, destacando a existência de alertas para a tripulação e a possibilidade de controle manual. O texto também ressalta que o 737 MAX 8 é o substituto direto mais próximo do 737-700, de modo que os atrasos na família MAX podem afetar o planejamento de renovação de forma mais ampla. Para a FTAI, os aviões aposentados oferecem motores e módulos CFM56-7B, enquanto os 17 exemplares arrendados geram ativos em operação e receita de leasing.
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