A jovem Força Expedicionária Brasileira – FEB, foi deslocada para o campo de batalha junto com tropas do Exército brasileiro e seus bravos pilotos seriam os responsáveis diretos pela criação da Força Aérea Brasileira
Em 2025 comemoramos o fim da mais sangrenta guerra de todos os tempos, que durou cerca de seis anos e marcou para sempre o destino de milhões de pessoas e por que não dizer da própria humanidade. A grande guerra, para alguns a continuidade da Primeira (1914-1918), ocorrida de 1939 e 1945, na qual participaram as principais potências do mundo da época, foi a responsável pela morte de milhões de vidas e pela devastação de quase todo o continente europeu, palco de grande parte dos conflitos.
O conflito militar global envolveu a maioria das nações do mundo em duas grandes alianças opostas: os Aliados e o Eixo. A primeira capitaneada por Estados Unidos e Inglaterra, a segunda formada por Alemanha, Itália e Japão. A partir dele, o mundo não foi mais o mesmo. Novas divisões e novas alianças foram forjadas entre os países e foi criada a Organização das Nações Unidas com o objetivo principal de criar e manter uma nova ordem mundial onde
não fosse mais possível e planejável outras guerras. Oitenta anos depois, muitas mudanças positivas aconteceram nas relações internacionais, bem como inumeráveis avanços tecnológicos em quase todas as áreas do conhecimento, porém, desafios hercúleos ainda nos rondam exigindo de governos e sociedades muito trabalho para viabilizar um mundo mais justo, fraterno e saudável.
Após o ataque japonês à base americana de Pearl Harbour, no Havaí, em 1941, os Estados Unidos alteraram sua política externa neutra em relação à guerra da Europa e declararam sua entrada no conflito, rompendo suas relações diplomáticas com os países do Eixo, posição que seria seguida pelo Brasil no ano seguinte. O governo de Vargas autorizou os militares norte-americanos a montarem bases no Nordeste brasileiro e ocupar a Ilha de Fernando de Noronha. O “Tio Sam” tinha agora autorização para usar o solo brasileiro para seus planos bélicos. Uma dessas unidades militares foi na cidade de Natal, no belo Estado do Rio Grande do Norte, onde construíram uma grande e estratégica Base Aérea que seria usada para o embarque de soldados para o continente europeu.
A jovem Força Expedicionária Brasileira – FEB, foi deslocada para o campo de batalha junto com tropas do Exército brasileiro e seus bravos pilotos seriam os responsáveis diretos pela criação da Força Aérea brasileira, o que aconteceria formalmente em 1941. O Brasil, portanto, teve uma expressiva participação no conflito em questão, isso depois de ter alguns navios mercantes afundados por submarinos alemães e pressionado que fora pelo governo americano.
Aqueles anos de guerra foram difíceis para todas as nações envolvidas. A humanidade passava por um dos piores momentos de sua história exigindo dos mais sensatos e equilibrados uma posição de coragem e liderança. A morte causada pelas bombas dividia famílias deixando muitos órfãos e espalhando um ar de desesperança diante de um futuro incerto. Fome, dor e doenças cresciam em proporções alarmantes. Foi neste cenário apocalíptico mundial que nascia aquela que seria a mão alada que defenderia os céus do Brasil.
Ainda uma criança nos idos dos anos quarenta do século passado, seus primeiros protagonistas, jovens sonhadores e
visionários, logo seriam chamados para entrarem em ação. A Segunda Guerra Mundial foi seu batismo e naquele teatro de horror surgiram os primeiros heróis nacionais que nos deixaram um grande legado que foi o insumo para a formação e fortalecimento daquela que seria o braço aéreo das Forças Armadas Brasileiras. Felizmente a guerra acabou fazendo com que a jovem Força Aérea voltasse seus olhos para outros e maiores alvos.
Oito décadas depois, respeitada e reconhecida pela população brasileira como uma das instituições mais sérias e comprometidas com o desenvolvimento da nação, ela está preparada para novos e desafiantes voos. Levando e exaltando o nome do Brasil aos cinco continentes, com seu contingente de mais de setenta mil incansáveis homens e mulheres, a FAB tem se fortalecido ao longo das décadas pelos valores que carrega a bordo e pelos princípios
que norteiam sua imensurável missão: “manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da Pátria”. Controlando, defendendo e integrando a quinta maior nação do Globo, utilizando os mais avançados vetores, contribuindo diuturnamente através dos seus abnegados integrantes, que são seus maiores recursos, a Força Aérea Brasileira se constitui um dos maiores atores na história recente do Brasil participando ativamente de todos os seus momentos e contribuindo para atravessar as mais variadas turbulências. Sempre pronta a responder aos ditames que nossa Carta Magna lhe determina, sempre disponível a responder ao chamado daquele que em perigo se encontrar.
Hoje, esta nobre e madura senhora olha para o horizonte com grandes expectativas de elevar ainda mais o nome da nossa nação no cenário internacional. Independente do tipo de inimigo e do tamanho dos desafios, quer sobre a terra ou mar, a FAB tem se mostrado, ao longo destas décadas, presente e atuante na vida dos brasileiros os quais podem afirmar com clareza e alegria na alma que sobre eles existem, de fato, “Asas que protegem o país”.
Sobre Tony Oliveira:
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Foi Controlador de Tráfego Aéreo por 28 anos na FAB; Bacharel em Teologia; Licenciado em Letras(Português/Inglês); Graduado em Liderança Avançada pelo Haggai International; Pós-graduado nas seguintes áreas: Educação a Distância – Gestão de Pessoas – Docência no Ensino Superior – Teologia & Literatura; Escritor e Autor dos livros: “Pingos da Graça” e “Cartas do Atlântico”; Autor do Blog: Fé & Literatura.
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Fotos : cendoc , incaer
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