Boeing enfrenta queda acentuada nas entregas e pedidos em 2024, com apenas 348 aeronaves entregues. Conheça os desafios e as perspectivas futuras.
A Boeing registrou um desempenho significativamente abaixo do esperado em 2024, com uma queda acentuada nas entregas de aeronaves comerciais. A empresa entregou apenas 348 aeronaves ao longo do ano, em contraste com as 528 entregues em 2023. O quarto trimestre de 2024 foi especialmente fraco, com 57 unidades entregues, comparado a 157 no mesmo período do ano anterior.
Um ano de desafios para a Boeing
O ano de 2024 trouxe diversos desafios para a Boeing, que impactaram diretamente sua produção e reputação. Em janeiro, um incidente envolvendo um 737-9 da Alaska Airlines levantou sérias questões sobre os processos de produção da empresa. Durante o voo, um plugue de porta se desprendeu, levando a uma investigação aprofundada por parte da Administração Federal de Aviação (FAA). Como resultado, a Boeing enfrentou restrições em sua capacidade de produção.
Além disso, a substituição do CEO Dave Calhoun por Kelly Ortberg destacou a gravidade da situação interna. A transição ocorreu em meio a críticas crescentes à gestão da empresa e às demandas por reformas estruturais.
Greves e supervisão rigorosa impactam produção
Outro fator significativo foi a greve de 30.000 trabalhadores em setembro de 2024, que durou sete semanas. Os trabalhadores reivindicavam melhores condições de trabalho e aumentos salariais. Mesmo após o término da greve, a Boeing levou mais um mês para retomar suas operações, garantindo a implementação de medidas de segurança e qualidade exigidas pela FAA.
Mike Whitaker, chefe da FAA, declarou em dezembro que a “supervisão aprimorada” da Boeing era indispensável para garantir a segurança de suas aeronaves. Essa postura da agência reforçou as dificuldades enfrentadas pela empresa em recuperar sua credibilidade no mercado.
Queda nos pedidos
Os desafios não se limitaram à produção. A Boeing também sofreu uma queda expressiva nos pedidos de aeronaves comerciais. Em 2023, a empresa recebeu 1.456 pedidos, enquanto em 2024 esse número caiu para apenas 569. Esse declínio reflete a desconfiança do mercado e as consequências de sua reputação abalada.
Concorrência com a Airbus
Enquanto a Boeing enfrentava dificuldades, sua principal concorrente, a Airbus, destacou-se ao entregar 766 aeronaves comerciais em 2024 para 86 clientes. A vantagem da Airbus no mercado global de aviação ampliou ainda mais a pressão sobre a Boeing para reverter sua situação em 2025.
Perspectivas para o futuro
Embora o ano de 2024 tenha sido desafiador, a Boeing está tomando medidas para se reestruturar e recuperar sua posição no mercado. Com a nova liderança de Kelly Ortberg e o foco em qualidade e segurança, a empresa busca restaurar a confiança de seus clientes e parceiros.
A implementação de práticas mais rigorosas de controle de qualidade e a negociação de novos acordos com sindicatos serão essenciais para que a Boeing supere os desafios e volte a crescer no cenário global.
Fonte: AeroTime
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