Comando inadvertido de arremetida provoca colisão de cauda em Houston
Um Boeing 787-9 da All Nippon Airways sofreu uma colisão da parte traseira com a pista durante o pouso no Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston, em 27 de fevereiro de 2026. O avião operava o voo NH114, procedente do Aeroporto de Haneda, em Tóquio, e tinha matrícula JA873A. Segundo a apuração dos investigadores, o comandante acionou inadvertidamente o interruptor de decolagem/arremetida, conhecido como TO/GA, no momento do toque. O comando elevou a resposta automática de potência e contribuiu para que a cauda atingisse a pista. A aeronave parou com segurança, sem feridos entre as 209 pessoas a bordo, incluindo 197 passageiros e 12 tripulantes.
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- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 10 de setembro de 2026 às 12:23 UTC
- Categoria
- Incidentes e Seguranca (SEG)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Houston · 29.7604, -95.3698

Um Boeing 787-9 da All Nippon Airways sofreu uma colisão da parte traseira com a pista durante o pouso no Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston, em 27 de fevereiro de 2026. O avião operava o voo NH114, procedente do Aeroporto de Haneda, em Tóquio, e tinha matrícula JA873A. Segundo a apuração dos investigadores, o comandante acionou inadvertidamente o interruptor de decolagem/arremetida, conhecido como TO/GA, no momento do toque. O comando elevou a resposta automática de potência e contribuiu para que a cauda atingisse a pista. A aeronave parou com segurança, sem feridos entre as 209 pessoas a bordo, incluindo 197 passageiros e 12 tripulantes.
O pouso ocorreu após uma aproximação com pouso automático de categoria III em condições de nevoeiro. Durante o contato com a pista, o polegar do comandante teria encostado no interruptor TO/GA instalado nas alavancas de potência. Os dados de voo indicaram que o acionamento aconteceu cerca de meio segundo depois do toque. A ativação ordenou ao sistema de aceleração automática que aumentasse a potência para uma arremetida, enquanto os modos relacionados à arfagem e à aceleração automática passavam para a configuração TOGA. A combinação entre a potência adicional e a atitude de arredondamento do avião elevou o nariz além do previsto no instante crítico do pouso.
A investigação apontou que a tripulação prosseguiu com o pouso, em vez de executar uma aproximação perdida depois da ativação do comando. O material disponível informa que os pilotos não se lembravam de ter pressionado o interruptor e não acreditavam que isso tivesse ocorrido. Ainda assim, a análise dos parâmetros registrados no voo identificou a mudança de modo e o aumento de potência associados ao acionamento. O relatório também relacionou a colisão de cauda ao fato de a condição de inibição do TO/GA ainda não ter sido satisfeita quando o comando foi inserido durante o toque.
A ocorrência danificou a parte inferior da fuselagem traseira do 787-9, em uma área compatível com o contato da cauda com a pista. Depois do pouso, o avião foi retirado de serviço para inspeção e reparos. Não há indicação, no material fornecido, de danos pessoais ou de uma evacuação, e a aeronave permaneceu sob controle até parar. A informação sobre os danos foi obtida durante a inspeção posterior ao evento, que confirmou a necessidade de avaliar a estrutura antes do retorno da aeronave às operações.
O voo havia partido de Tóquio com destino a Houston e chegou ao aeroporto por volta das 7h53, conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência. A companhia aérea comunicou inicialmente o tail strike e confirmou que não houve vítimas. Em 10 de março, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos tratou o caso como acidente aeronáutico; no dia seguinte, o Ministério japonês dos Transportes também classificou a ocorrência dessa forma. A apuração específica continuou até a divulgação das conclusões sobre o acionamento inadvertido do comando e a sequência registrada no pouso.
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