Experimento da NASA com SR-71 pode inspirar sensores do F-47
Experimentos conduzidos pela NASA com aeronaves SR-71 nos anos 1990 podem oferecer referências técnicas para o desenvolvimento do futuro caça F-47 da Boeing, embora não exista evidência pública de que essa influência esteja ocorrendo. Entre os projetos, destaca-se o Laser Air Data Sensor (LADS), que avaliou o uso de lasers para medir velocidade e parâmetros de voo sem depender exclusivamente de tubos de Pitot e tomadas de pressão estática. A tecnologia poderia ser relevante para uma aeronave que combine baixa observabilidade, alta velocidade e uma ampla faixa operacional, requisitos associados ao F-47 no material disponível.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 10 de agosto de 2026 às 19:56 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Seattle–Tacoma International Airport · 47.4479, -122.3103

Experimentos conduzidos pela NASA com aeronaves SR-71 nos anos 1990 podem oferecer referências técnicas para o desenvolvimento do futuro caça F-47 da Boeing, embora não exista evidência pública de que essa influência esteja ocorrendo. Entre os projetos, destaca-se o Laser Air Data Sensor (LADS), que avaliou o uso de lasers para medir velocidade e parâmetros de voo sem depender exclusivamente de tubos de Pitot e tomadas de pressão estática. A tecnologia poderia ser relevante para uma aeronave que combine baixa observabilidade, alta velocidade e uma ampla faixa operacional, requisitos associados ao F-47 no material disponível.
A NASA operou dois SR-71 cedidos pela Força Aérea dos Estados Unidos: um SR-71A e um SR-71B, versão de treinamento com dois assentos. A agência foi a última operadora do modelo, que havia sido retirado temporariamente de serviço pela Força Aérea em 1989 e aposentado definitivamente em 1998. Os exemplares experimentais da NASA permaneceram em atividade até 1999, servindo como plataformas para pesquisas de aerodinâmica, propulsão, observação em alta altitude e sistemas de medição.
O LADS, realizado aproximadamente entre 1992 e 1996, buscava substituir ou complementar sensores convencionais por um sistema óptico. O conceito empregava seis lâminas de luz laser projetadas pela parte inferior da aeronave. Ao detectar partículas microscópicas presentes na atmosfera, o sistema calculava a direção e a velocidade do fluxo de ar, convertendo os dados em referências usuais de velocidade e atitude. Lasers de dióxido de carbono eram utilizados para realizar medições remotas, sem a necessidade de manter todos os elementos de medição expostos diretamente ao fluxo de ar.
O desempenho do SR-71 favorecia esse tipo de ensaio. A aeronave foi projetada para voar a cerca de 24 mil metros de altitude e a velocidades superiores a Mach 3, condições que ofereciam um ambiente de pesquisa difícil de reproduzir em outras plataformas tripuladas. Durante outro programa, o Linear Aerospike SR-71 Experiment (LASRE), a NASA descreveu o avião como uma espécie de túnel de vento voador. Entre 1997 e 1998, o SR-71 transportou um modelo em escala reduzida do demonstrador espacial X-33, um motor-foguete aerospike linear e os respectivos sistemas de propelente.
O LASRE fazia parte do programa de Veículo de Lançamento Reutilizável da NASA e pretendia produzir dados de voo para comparar com resultados de túnel de vento e aperfeiçoar métodos de projeto baseados em dinâmica dos fluidos computacional. O motor aerospike não chegou a ser acionado durante o voo, e o cancelamento do X-33 em 2001 encerrou, na prática, a continuidade imediata do experimento. Ainda assim, os dados publicados pela NASA permanecem acessíveis a empresas aeroespaciais, embora não haja evidência pública de que tenham sido incorporados diretamente a veículos modernos de lançamento ou a aeronaves específicas.
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