Marinha dos EUA retoma programa do caça de sexta geração F/A-XX
A Marinha dos Estados Unidos retomou o desenvolvimento do F/A-XX, seu programa de caça de ataque embarcado de sexta geração, depois que o projeto perdeu prioridade diante do avanço do F-47 da Força Aérea. O Congresso americano ampliou significativamente os recursos destinados ao avião, permitindo que a iniciativa avance rumo à fase de desenvolvimento de engenharia e fabricação. Concebido para operar a partir de porta-aviões, o F/A-XX deverá substituir progressivamente o F/A-18E/F Super Hornet e assumir parte das missões de superioridade aérea e ataque atualmente desempenhadas pela aviação de caça naval. A previsão apresentada no material é de que os primeiros esquadrões alcancem capacidade operacional inicial em meados da década de 2030.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 11 de agosto de 2026 às 01:09 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia

A Marinha dos Estados Unidos retomou o desenvolvimento do F/A-XX, seu programa de caça de ataque embarcado de sexta geração, depois que o projeto perdeu prioridade diante do avanço do F-47 da Força Aérea. O Congresso americano ampliou significativamente os recursos destinados ao avião, permitindo que a iniciativa avance rumo à fase de desenvolvimento de engenharia e fabricação. Concebido para operar a partir de porta-aviões, o F/A-XX deverá substituir progressivamente o F/A-18E/F Super Hornet e assumir parte das missões de superioridade aérea e ataque atualmente desempenhadas pela aviação de caça naval. A previsão apresentada no material é de que os primeiros esquadrões alcancem capacidade operacional inicial em meados da década de 2030.
O programa foi lançado oficialmente em 2012, enquanto os requisitos formais foram estabelecidos em 2015. Após a seleção realizada em 2025, a disputa ficou restrita a Boeing e Northrop Grumman, depois da eliminação da Lockheed Martin. Entre as possibilidades em avaliação está uma variante embarcada do F-47, desenvolvido para a Força Aérea, ou um conceito próprio da Northrop Grumman. A escolha do vencedor poderia ocorrer já em agosto, segundo o cronograma acelerado mencionado no material. Ainda assim, a configuração definitiva e os detalhes de desempenho do futuro avião não foram apresentados como informações confirmadas.
A situação orçamentária do F/A-XX mudou ao longo do processo. A proposta da Marinha para o ano fiscal de 2026 previa US$ 74 milhões apenas para manter as atividades já iniciadas, enquanto o Congresso elevou o financiamento do programa para aproximadamente US$ 972 milhões. O conteúdo também menciona US$ 897 milhões destinados a impulsionar a fase de desenvolvimento de engenharia e fabricação. Além disso, a lista de prioridades não financiadas da Marinha incluía um pedido de US$ 1,4 bilhão para pesquisa e desenvolvimento da futura ala aérea embarcada. Esses números refletem diferentes etapas e solicitações orçamentárias citadas no material, e não necessariamente representam uma única dotação consolidada.
O F/A-XX não foi planejado como substituto direto do F-35C. O caça de quinta geração passou a oferecer à Marinha uma capacidade furtiva embarcada inédita, mas atua como complemento ao Super Hornet. A proposta do novo avião é ocupar a função central de caça de ataque da ala aérea, com capacidades superiores às das aeronaves atuais. O E/A-18G Growler, empregado em missões de guerra eletrônica, também poderá ser retirado gradualmente, caso os sistemas incorporados ao caça de próxima geração tornem desnecessária parte de sua função. O material descreve o futuro modelo como tripulado ou opcionalmente tripulado.
A arquitetura prevista para o F/A-XX inclui a operação integrada com aeronaves não tripuladas de combate, formando um chamado “sistema de sistemas”. Drones derivados de programas como o X-47 poderiam atuar como sensores, plataformas de guerra eletrônica ou vetores adicionais de armamento. Nesse arranjo, o caça tripulado funcionaria como um coordenador das aeronaves autônomas, compartilhando dados e distribuindo tarefas. O projeto também deverá incorporar inteligência artificial e sistemas autônomos para apoiar decisões e melhorar o emprego dos recursos durante as operações. Essas características são apresentadas como objetivos e elementos esperados do programa, não como capacidades já disponíveis em uma aeronave operacional.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Modernização elétrica conecta helicópteros navais dos EUA ao F-35
O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos prepara uma modernização estrutural e elétrica para os helicópteros AH-1Z Viper e UH-1Y Venom, derivados de projetos originalmente desenvolvidos durante a Guerra Fria. O programa NextGen Effects, concedido à Bell Textron em julho, prevê um contrato de US$ 300 milhões para adaptar 28 AH-1Z e 21 UH-1Y. Com geradores, fiação, unidades de controle e barramento de dados atualizados, as aeronaves poderão receber equipamentos de rede Link 16 de maior potência e operar de forma mais integrada com plataformas de quinta geração, como o F-35B e o F-35C.
DEF · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Exército dos EUA concede qualificação preliminar ao motor T901
O Exército dos Estados Unidos concedeu a Preliminary Flight Rating (PFR), ou qualificação preliminar de voo, ao motor turboeixo T901-GE-900, desenvolvido pela GE Aerospace. A autorização representa um marco no programa Improved Turbine Engine Program (ITEP), enquanto prosseguem os testes e as avaliações do novo sistema de propulsão. O T901 foi projetado para substituir o T700, motor utilizado pelos helicópteros UH-60M Black Hawk e AH-64E Apache. A etapa não equivale à conclusão de toda a qualificação ou à entrada imediata em produção, mas permite avançar no processo de verificação da integração do motor às aeronaves de asas rotativas previstas pelo programa.