Pilotos da American pedem bloqueio à venda de dados da Spirit ao Google
A Allied Pilots Association (APA), sindicato que representa cerca de 16 mil pilotos da American Airlines, apresentou uma objeção à venda de dados internos da Spirit Airlines para o Google. A entidade afirma que o pacote inclui informações confidenciais de mais de 700 pilotos que trabalharam na Spirit e posteriormente passaram à American. Segundo a APA, a divulgação desses registros pode reduzir a disposição de tripulantes em participar de programas voluntários de segurança e treinamento. O sindicato pediu ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York que impeça a transação até que sejam estabelecidas garantias satisfatórias de privacidade e confidencialidade.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 4 de outubro de 2026 às 02:24 UTC
- Categoria
- Incidentes e Seguranca (SEG)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Nova York, NY, EUA · 40.7128, -74.0060
Nota editorial
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A Allied Pilots Association (APA), sindicato que representa cerca de 16 mil pilotos da American Airlines, apresentou uma objeção à venda de dados internos da Spirit Airlines para o Google. A entidade afirma que o pacote inclui informações confidenciais de mais de 700 pilotos que trabalharam na Spirit e posteriormente passaram à American. Segundo a APA, a divulgação desses registros pode reduzir a disposição de tripulantes em participar de programas voluntários de segurança e treinamento. O sindicato pediu ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York que impeça a transação até que sejam estabelecidas garantias satisfatórias de privacidade e confidencialidade.
O Google venceu, em agosto, um leilão de ativos corporativos da Spirit com uma oferta de US$ 10 milhões. A aquisição proposta envolve registros internos e softwares personalizados da companhia aérea, mas, conforme a posição atribuída ao Google, não inclui informações de passageiros nem dados de cartões de crédito. A empresa também afirmou que o material teria seus elementos identificadores removidos. Ainda assim, a aprovação judicial não foi concedida, e o processo permanece sob análise em meio a objeções de sindicatos que representam pilotos e comissários de bordo.
A preocupação central da APA está relacionada ao funcionamento dos sistemas voluntários de comunicação de riscos usados pela aviação comercial nos Estados Unidos. Esses mecanismos permitem que pilotos e outros funcionários relatem erros, problemas operacionais e questões de segurança sem receio de medidas disciplinares da empresa ou de ações de fiscalização da Administração Federal de Aviação. Para o sindicato, a possibilidade de que dados fornecidos em caráter confidencial sejam posteriormente vendidos ou divulgados pode produzir um efeito de inibição em todo o setor. A entidade defende que informações de emprego e treinamento não sejam transferidas sem desidentificação completa e proteções de sigilo consideradas adequadas.
O conjunto de dados descrito no processo tem grande volume e cobre vários anos de atividade da Spirit. Estão incluídos aproximadamente 100 milhões de e-mails, 500 milhões de itens do Microsoft Teams, 20,5 milhões de itens do SharePoint e 17 milhões de arquivos do OneDrive. O pacote também reúne mais de 175 mil registros de funcionários, alguns deles desde 1986, além de 3,4 milhões de registros de folha de pagamento. Na área operacional, os arquivos abrangeriam mais de 763 mil voos e cerca de cinco milhões de combinações de tripulantes, ampliando as preocupações sobre a possibilidade de cruzamento entre diferentes bases.
A Air Line Pilots Association também pediu que registros de segurança fossem excluídos da operação, mesmo quando submetidos a processos de desidentificação. Entre os materiais citados estão dados de gerenciamento de fadiga, do Programa de Ação de Segurança da Aviação, conhecido como ASAP, do programa de garantia da qualidade das operações de voo, ou FOQA, e das avaliações de segurança das operações de linha, chamadas LOSA. A Association of Flight Attendants-CWA, que representa mais de 5.500 ex-comissários da Spirit, solicitou a retirada de dados de treinamento, cartões de ponto e informações de remuneração. A entidade alertou que pessoas ainda poderiam ser identificadas por meio de inferências feitas a partir de registros supostamente anonimizados.
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