Sete aeroportos com pistas ligadas à era dos ônibus espaciais
Alguns aeroportos comerciais e instalações de uso conjunto possuem pistas muito mais longas do que o necessário para a operação convencional de aviões de passageiros. Segundo o material, parte dessa infraestrutura foi escolhida ou adaptada durante o programa dos ônibus espaciais para funcionar como ponto de pouso de emergência. Como o ônibus espacial retornava à Terra sem motores utilizáveis para uma arremetida, as áreas selecionadas precisavam oferecer pistas extensas, aproximações desobstruídas e margem adicional para a frenagem. A relação reúne sete instalações nos Estados Unidos, Europa, África e Rússia, com comprimentos entre 12.109 e 16.404 pés, equivalentes a cerca de 3.691 e 5.000 metros.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 5 de outubro de 2026 às 13:42 UTC
- Categoria
- Aeroespacial (AER)
- Maturidade
- Nota
Nota editorial
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Alguns aeroportos comerciais e instalações de uso conjunto possuem pistas muito mais longas do que o necessário para a operação convencional de aviões de passageiros. Segundo o material, parte dessa infraestrutura foi escolhida ou adaptada durante o programa dos ônibus espaciais para funcionar como ponto de pouso de emergência. Como o ônibus espacial retornava à Terra sem motores utilizáveis para uma arremetida, as áreas selecionadas precisavam oferecer pistas extensas, aproximações desobstruídas e margem adicional para a frenagem. A relação reúne sete instalações nos Estados Unidos, Europa, África e Rússia, com comprimentos entre 12.109 e 16.404 pés, equivalentes a cerca de 3.691 e 5.000 metros.
O Campo de Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, aparece como um antigo local oficial de pouso transoceânico de emergência da NASA. Sua posição no Atlântico Norte oferecia uma alternativa durante as primeiras fases dos lançamentos, quando uma trajetória de aborto poderia deixar a tripulação sobre o oceano. A pista tem 12.109 pés, ou 3.691 metros, e foi apresentada como suficientemente longa para a chegada de uma aeronave planadora em alta velocidade. Atualmente, a instalação funciona como aeroporto de uso militar e comercial, atendendo o arquipélago com tráfego de passageiros e cargas, além de manter relevância estratégica para os Estados Unidos e a OTAN.
O Aeroporto de Zaragoza, na Espanha, também tinha 12.109 pés de pista e foi selecionado como ponto de pouso transoceânico de emergência em razão de sua localização sob trajetórias de lançamento. O material afirma que a infraestrutura existente já atendia aos critérios necessários, sem exigir modificações. A área foi associada especialmente a lançamentos de alta inclinação e apresentava aproximações consideradas adequadas para uma operação de recuperação. Hoje, o local combina funções militares, sob a Força Aérea Espanhola, com atividades civis de passageiros e cargas. Assim, a mesma superfície que poderia receber um orbitador passou a ser usada regularmente por aeronaves comerciais.
Na Flórida, a pista do Centro Espacial Kennedy mede 15.000 pés, ou 4.572 metros, e foi o local diretamente associado ao encerramento de dezenas de missões orbitais. Depois da aposentadoria da frota de ônibus espaciais, a instalação iniciou uma transição para atividades espaciais comerciais. Um acordo patrimonial de 30 anos com a Space Florida permitiu abrir o local a clientes externos, incluindo transportadores de carga comercial e aeronaves voltadas ao treinamento de astronautas. O isolamento geográfico e o acesso a um espaço aéreo restrito continuam sendo apontados como características úteis para testes aeroespaciais e veículos de lançamento horizontal.
A Base Aérea de Torrejón, próxima a Madri, possui uma pista ainda maior, com 15.803 pés, ou 4.817 metros. A instalação foi relacionada ao programa espacial americano por sua localização nas proximidades de rotas transatlânticas e por condições meteorológicas consideradas favoráveis. Durante um período, operou também com tráfego civil fretado e executivo sob o nome de Aeroporto Madri-Torrejón, mas depois voltou às funções militares. Atualmente, o local permanece associado ao transporte militar pesado, a operações governamentais e a implantações especializadas. Sua pista é descrita como uma das maiores superfícies pavimentadas do sul da Europa.
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